Postado no Maio 23, 2008 de Leandro
“… o que de mais forte uma equipa pode
ter é jogar como uma equipa.”
(Mourinho, 2003)
Segundo Amieiro (2005), a organização defensiva só conseguirá ser verdadeiramente coletiva se as ações tático-técnicas realizadas por cada um dos onze jogadores forem perspectivadas em função de uma idéia comum, respeitando um referencial coletivo, em que as tarefas individuais dos jogadores se relacionam e regulam entre si. O autor ainda afirma que apenas assim o “todo” (a equipe que se defende) conseguirá ser maior que a soma das partes que o constituem (comportamentos tático-técnicos de cada atleta).
Quanto o autor fala sobre “idéia comum” ou “referencial coletivo” é preciso entender que não está se referindo a automatismos fechados, ou algo já estabelecido de forma estanque, mas a princípios que norteiam a ação coletiva da equipe e por conseqüência as ações individuais dos atletas nela inseridos. Pode-se constatar isso no trecho seguinte da sua frase em que se refere às interações entre jogadores (quando diz “relacionam”) e ao processo de feedback (quando diz “regulam”) que ocorre permanentemente durante as ações coletivas e individuais dos jogadores.
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Postado no Maio 9, 2008 de Leandro
Nessa semana o treinador Dorival Júnior fez uma crítica à mídia especializada em futebol após a derrota por 2 a 1 da sua equipe na Arena da Baixada que foi suficiente para que o Coritiba (time deste treinador) conquistasse o título estadual do Paraná. De acordo com o técnico os analistas devem se qualificar mais para ter melhor embasamento durante seus comentários e que passa por essa questão a evolução do futebol brasileiro, visto que, dessa forma chegarão informações de melhor qualidade aos torcedores que consomem esse produto. Realmente passa a ser preocupante esse cenário pelo círculo vicioso que acaba se criando, pois comentaristas limitam-se a falar o que o torcedor entende, com isso os torcedores nunca recebem novas e interessantes informações sobre a leitura do jogo e estabelece-se um nível de mediocridade (no sentido de mediano mesmo) que nunca transcende o atual.
Seguindo essa linha de conduta o treinador acaba sofrendo as conseqüências, pois acaba sempre sendo julgado por pessoas que pouca ou nenhuma informação “tática” tem sobre o jogo, e nessa lista podemos incluir não apenas os torcedores, mas diretores de futebol, presidentes de clubes e narradores esportivos. A leitura paupérrima que a maioria desses citados têm não os permite dar soluções diferentes para problemas diferentes e caem sempre no senso comum, ou quem já não ouviu frases do tipo “agora que foi expulso um jogador do adversário o treinador pode tirar um dos três zagueiros e colocar mais um atacante”, ou “precisa segurar o jogo, pode trocar o atacante por um volante”, “o meia do time A está acabando com o jogo, precisa colar alguém nele” e tantas outras que surgem nas transmissões dos jogos.
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Postado no Abril 24, 2008 de Leandro
Em partida disputada no Camp Nou, Barcelona e Manchester United não marcaram gols e adiaram a decisão para o segundo jogo na Inglaterra. Aos dois minutos de jogo o Manchester teve a seu favor um pênalti depois que a bola bateu na mão do zagueiro Milito. Cristiano Ronaldo bateu para fora desperdiçando uma oportunidade de abrir vantagem para o jogo da volta.
Frank Rijkaard utilizou a plataforma 4-1-3-2 com alternância para a 4-1-2-3 nos ataques posicionais através da abertura de Iniesta como um atacante pelo lado esquerdo. Alex Ferguson montou o Manchester na plataforma 4-4-1-1, marcando na intermediária defensiva. Ambas equipes usaram a marcação híbrida, ou seja, alternando, de acordo com a situação características da marcação individual e zona.
Figura 1 – Barcelona (laranja) sem bola
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