Paulistão 2008: Palmeiras 4 X 1 São Paulo
Jogando no estádio Santa Cruz em Ribeirão Preto, o Palmeiras conquistou uma vitória surpreendente não pelo resultado, mas pelo placar elástico contra o São Paulo que tem estado presente entre as melhores defesas nos últimos campeonatos que disputa. A goleada foi construída nos 15 minutos finais com três pênaltis convertidos por três batedores diferentes.
Vanderlei Luxemburgo montou o Palmeiras no 4-4-2 losango, marcação mista, com algumas alterações estruturais que veremos a seguir. Muricy optou pelo 4-3-1-2, com Carlos Alberto jogando entre as linhas na ligação tendendo a jogar do centro para a direita. Ambos treinadores alteraram suas plataformas durante a partida.

Figura 1 - Distribuição espacial do Palmeiras (laranja) e do São Paulo (preto)
Jogando no 4-3-1-2, o São Paulo “deformava” sua estrutura inicial devido as características dos seus jogadores. Zé Luis (2) mantinha-se como terceiro zagueiro nos avanços da equipe, enquanto Júnior (6) avançava para compensar o espaço nas costas de Jorge Wágner (7). Esta realizava a armação pelo lado esquerdo pois, como dito anteriormente, Carlos Alberto (7) tem por hábito jogar da faixa central para a direita. O losango palmeirense também se adequava a parte estratégica da equipe, porque o corredor esquerdo era ocupado por Leandro (6) em profundidade enquanto pelo lado direito, Diego Souza (7) abria para dar amplitude ao ataque quando necessário. Kleber (11) ficava próximo a Zé Luis e, quando a bola se aproximava dessa zona ele levava seu marcador para dentro o que facilitou as ultrapassagens de Leandro principalmente durante o primeiro tempo.

Figura 2 – Circulação de bola do Palmeiras (laranja)
No início do segundo tempo, aumentou muito a posse de bola do Palmeiras, que a circulava de um lado a outro, com equilíbrio defensivo e utilizando toda a largura do campo. Muricy recuou Borges (9) para buscar a superioridade numérica nos ataques posicionais do Palmeiras, mas a questão era de distribuição no espaço, não de quantidade de atletas. Como não foi bem sucedido mudou a plataforma para o 4-4-2 com “duas linhas de 4” e também não teve êxito porque Luxemburgo respondeu com a troca de Alex Mineiro por Denílson que também dava amplitude a equipe.
Os pênaltis vieram como conseqüência de um domínio territorial do Palmeiras, maior quantidade de alternativas de jogo e manutenção de um padrão até o final da partida. O Palmeiras se recuperou, já é vice-líder e Luxemburgo busca mais um título em sua carreira.
Leandro Zago
Arquivado em: Campeonato Paulista

Na hora do desespero, eu achei inclusive que o Adriano voltou mais para o meio, afinal ele era o único que conseguia, na base da força, fazer a bola chegar no ataque. Um pouco antes do Carlos Alberto sair, Adriano era o 1 e Carlos Alberto e Borges na frente.
O Luxemburgo tem facilidade de variar as estratégias durante o jogo.
Além do que o grupo de atletas é de grande qualidade.
Concordo com você, Adriano..
Pena que o Luxemburgo não deu certo na seleção.
o fracasso do técnico resulta do ego de seus comandados